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Muito Além das Quatro Linhas: O Futebol como Herança e História no Museu do Pacaembu

  • Mar 6
  • 3 min read

De ídolos inesquecíveis ao fanatismo que vem de berço, visitantes do Museu do Futebol no Pacaembu relembram como a paixão pela bola se confunde com a história do país e se mantém em família.


Por Elder Oliveira


O esporte mais popular do país ganha contornos de máquina do tempo no Museu do Futebol, localizado no icônico estádio do Pacaembu, em São Paulo. O espaço não apenas celebra grandes ídolos e gols inesquecíveis, mas convida o visitante a refletir sobre o peso cultural e social que a bola tem na formação da identidade brasileira. Para entender como essa paixão se conecta com a nossa história e atravessa gerações, conversamos com visitantes que vivenciavam a experiência do local pela primeira vez.

Caminhar pelas galerias da exposição é, de certa forma, ler a evolução da própria sociedade. O jornalista Fábio Tarnapolsky destaca como a trajetória do esporte se entrelaça com o desenvolvimento do país. "O futebol em si se confunde com a história do Brasil. O Brasil teve muitas fases que o futebol ajudou a desenvolver, a acabar com preconceitos, a socializar mais as pessoas", afirma. Ele pontua que o cenário atual mudou e se tornou muito mais comercial, envolvido pelas casas de apostas e patrocínios, mas ressalta que o impacto social sobrevive. "Ainda é muito importante porque muita gente sai da pobreza por causa do futebol. Tem uma oportunidade por causa do futebol", completa.

Para o operador de logística Agnaldo, a visita reforça a importância de manter essa memória viva para todas as idades. "Tudo que vem dentro de um museu é história, cultura, e é muito bom tanto para os mais novos, os mais velhos, vir conhecer e ter esse conhecimento de tudo que já aconteceu aqui nesse estádio", avalia. Ele considera o acervo essencial para relembrar e aprender sobre a verdadeira vivência das arquibancadas.

E quando o assunto é passado e memória, uma regra é quase universal entre os torcedores do país, o amor pelo time do coração raramente é um acidente. O futebol costuma vir de berço, quase como um traço de DNA.

A história de Agnaldo ilustra perfeitamente essa fidelidade familiar. Na infância, ele até sofreu o assédio de parentes rivais, mas a figura paterna falou mais alto. "Tenho tios corintianos que tentaram me influenciar quando eu era criança, mas não deu certo", brinca. E conclui: "Meu pai era muito são-paulino, ele tem tatuagem do São Paulo. E essa paixão foi por ele, por ele ser meu ídolo, então acabando já continuando a linhagem ali de são-paulino e todo mundo em casa é são-paulino".

No caso de Fábio, a tradição também começou cedo e de forma muito parecida. "Meu pai começou a me levar aos jogos desde que eu tinha quatro anos de idade no Maracanã, no Maracanã raiz ainda. Peguei a paixão dele e até hoje sou fanático", relembra. E esse fanatismo pelo Flamengo já tem um destino traçado para o futuro da família: "E se eu for pai também, vai ser Flamengo provavelmente meu filho, de lei".

No fim das contas, o esporte se modernizou, as arenas mudaram e os campeonatos ficaram milionários. Mas os depoimentos de quem caminha pelos corredores do Museu do Futebol provam que, enquanto a bola rola no gramado, o verdadeiro jogo e a verdadeira paixão começam sempre dentro de casa.

A Central de Notícias da Rádio Star Sul é uma iniciativa do Projeto “Paulo Vanzolini”. Este projeto foi realizado com o apoio da 9ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária Para a Cidade de São Paulo

 
 
 

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