Cientista político compara estratégia dos EUA para Cuba a tática de cerco e asfixia econômica
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O cientista político Carlos Eduardo Martins afirmou, em análise recente, que a política dos Estados Unidos em relação a Cuba durante a gestão de Donald Trump pode ser interpretada como uma estratégia de estrangulamento econômico com impactos severos sobre a população civil.
Segundo Martins, o objetivo seria promover um cerco capaz de limitar drasticamente a entrada de recursos essenciais na ilha, especialmente combustíveis e outros insumos estratégicos. Ele compara essa abordagem a tentativas históricas de asfixia econômica, mencionando o chamado “Plano Hunger”, elaborado pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, que visava desviar alimentos e provocar a fome em territórios ocupados.
Na avaliação do cientista político, a restrição extrema às importações — incluindo a possibilidade de interrupção no fornecimento de petróleo — teria potencial para gerar colapso econômico e social em Cuba, país que, por sua condição insular e limitações de recursos naturais, depende significativamente do comércio externo.
Martins afirma ainda que a estratégia buscaria “vencer pelo cansaço”, por meio da deterioração progressiva das condições de vida da população. Ele utiliza o termo “haitianização” para descrever o cenário projetado, em referência a processos de profunda desestruturação econômica, política e social.
A análise se insere no debate mais amplo sobre os efeitos das sanções internacionais e suas consequências humanitárias, tema recorrente nas discussões sobre política externa e geopolítica nas Américas.
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