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Blockbusters VS Filmes Independentes

  • forumfdc
  • 2 hours ago
  • 3 min read

Em meio ao mundo regido pelas mídias digitais e o que é mainstream e o que é cultura, surge um novo debate sobre o que é cinema


por Luiza Borgli


O cinema contemporâneo vive uma tensão constante entre dois modelos que moldam a experiência do público. A discussão blockbusters ou filmes independentes vai muito além de uma disputa estética, ela reflete transformações profundas na indústria, na forma como os filmes são financiados, distribuídos e consumidos. Em um cenário marcado pela força do marketing, pelo crescimento do streaming e pela multiplicação de festivais, entender essas diferenças é essencial para compreender o presente e o futuro da sétima arte.

Por um lado temos os Blockbuster, cujo termo foi originado na década de 1940 para descrever bombas poderosas chamadas "arrasa-quarteirões", e que posteriormente evoluiu para representar sucessos de entretenimento capazes de “arrasar” a concorrência. No passado a revista Variety, já utilizavam essa gíria militar para classificar fenômenos de público, porém não foi nesta época que a nomeação explodiu, um marco fundamental dessa lógica industrial foi o filme Tubarão de 1975, e desde então o termo foi amplamente citado para descrever do modelo de “lançamento saturado”.

Segundo o professor André Pereira, os filmes blockbuster estão tão institucionalizados no seu gosto e na forma de consumir filmes, que ele está procurando novas alternativas para ampliar seu repertório:


“ A gente tem procurado algumas alternativas. Filmes que já passaram, por exemplo, a gente quis assistir outro dia, mas não deu certo, o Iluminado. Mas a gente assistiu outro dia o Agente Secreto, que está muito em alta. Também assistimos o Ainda Estou Aqui pela volta do cinema nacional.”


No meio dos grandes sucessos de bilheteria, como Avatar, Vingadores: Ultimato e Titanic, existe o cinema independente frequentemente chamado de “indie”. Ele é definido, em sua essência, pela autonomia. Produzido fora do sistema das grandes corporações de Hollywood, o filme independente não precisa responder às exigências comerciais ou às censuras criativas impostas por grandes estúdios. O professor universitário, William Trevisani, explica que por mais que estes sejam seus filmes favoritos, nem sempre são os títulos que chegam a ele pela procura:


“Eu moro no interior. Então, assim, chega mais blockbuster. Mas aí eu procuro ver depois os filmes no streaming que eu quero ver e aí eu vejo o filme iraniano, japonês, coreano, chinês, indiano.Tudo que me interessa é diferente do que sai no no nos shoppings de um modo geral, que é só blockbuster, na maioria das vezes”


Festivais como Sundance e Cannes, por exemplo, estabelecem diretrizes próprias para classificar um filme como independente, especialmente relacionadas à origem do financiamento e ao controle criativo. Porém, embora eles sejam reconhecidos e laureados, eles muitas vezes ficam restritos ao que os “cinéfilos” e críticos chamam de cinema, os “filmes cult” normalmente não apetecem o público geral. Ainda de acordo com William Trevisani, isso se dá pela dificuldade de compreensão e a busca pelo que é “fácil”:


“É pela facilidade de assimilação e de compreensão dos filmes mesmo. O público vai na empolgação, come pipoca e depois sai para bater papo. Não é filme para pensar. Então, assim, apesar de ter muita coisa que dá para a gente tirar desses blockbusters estúdios também, não é um filme que, de repente, a gente vê um filme iraniano, vê um filme francês e tudo. Tem uma outra linha de investigação, uma outra linha de abordagem de filosofia de vida, de temáticas que não são os blockbusters.”


Contudo, filmes são para ser apreciados e estão disponíveis de diversas formas e muitas vezes sem que o espectador precise gastar um centavo . Em São Paulo, por exemplo, o Circuito Spcine, das mostras curadas do CCBB ou do charme nostálgico das unidades do Sesc oferecem diversidade cinematográfica de forma  gratuita para quem se dispõe a explorar a cidade.

Festivais e Mostras de Cinema disponíveis na Capital paulista também são a forma de diversificar e apreciar um blockbuster, um anime, um filme mudo ou até mesmo um curta espanhol. Assim os espectadores podem até ampliar o leque e escolher o estilo de cinema que combina mais com seu gosto pessoal.

Você prefere um blockbuster ou um filme cult?

A Central de Notícias da Rádio Star Sul é uma iniciativa do Projeto “Paulo Vanzolini”. Este projeto foi realizado com o apoio da 9ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária Para a Cidade de São Paulo

 
 
 

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